mardi 17 septembre 2013

Blog desativado


O Blog será desativado por tempo indeterminado.
Le blog sera inactif pour une période indéterminée
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mercredi 5 juin 2013

Dica do Leitor: Sites com exercícios em Francês...

Olá Pessoal! Postagem rápida no meio da semana (aproveitando uma "folguinha" \õ/). Eu coloquei esse tema como pergunta no Facebook  e ninguém respondeu, portanto, eu me adiantei. Recebi essa postagem como dica de uma leitora há muito tempo via o formulário de contato do Blog, e com a correria eu havia esquecido.  Para quem não sabe, atualmente, o formulário de contato cai diretamente no meu e-mail e eu respondo a todos! Tendo em vista que achar exercícios de Francês na web é uma vontade de todos, principalmente, para quem visa os exames de proficiência, resolvi colocar 10 sites como sugestões. Beijos e aguardem as novas postagens.


  1. Français Facile: http://www.francaisfacile.com/exercices/
  2. Le point du FLE: http://www.lepointdufle.net/ressources_fle/exercices_de_francais.htm#.Ua9LnJyNBWg
  3. Le Figaro: http://leconjugueur.lefigaro.fr/exercice 
  4. TV5 monde: http://www.tv5.org/TV5Site/7-jours/sommaire.php?id_dossier=449 
  5. Bonjour de France: http://www.bonjourdefrance.com/
  6. RFI (Les exercices d'écoute): http://www.rfi.fr/lffr/pages/001/accueil_exercice_ecoute.asp
  7.  Ciel http://www.ciel.fr/apprendre-francais/exercices-francais.htm
  8. La Conjugaison http://la-conjugaison.nouvelobs.com/exercice/
  9. Le Français pour tous: http://www.lefrancaispourtous.com/
  10. Ortholud http://www.ortholud.com/exercices_de_conjugaison.html
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jeudi 30 mai 2013

Um pouco de filosofia: Voltaire


 Olá a todos! A dica de hoje é um pensador francês popularmente conhecido como Voltaire. Como o blog é um espaço bem eclético e não desvia da cultura francesa, já que se encaixa na literatura então conheçam um pouco da história desse filósofo para encerrar o mês de Maio com chave de ouro. Sempre me desculpo pela demora com as postagens, mas, eu demoro muito para escrevê-las. Aproveitei hoje o feriado de Corpus Christi para escrever, mesmo superlotada de coisas para fazer. Fora que as minhas postagens sempre requerem um gasto de tempo enorme com pesquisa. Antes da leitura eu peço que não levem a postagem para o lado pessoal, religioso, seria muito desagradável  ler comentários de ataques à religião alheia. Eu sou católica e respeito qualquer liberdade de ter ou não uma religião. Tais comentários negativos serão apagados. Sem mais. De já agradeço a atenção de vocês com o meu blog e quem gostar da postagem compartilha e comenta! :D

História
François Marie Aroeut (Voltaire) nasceu em Paris no ano de 21 de Novembro de 1694 e faleceu em 30 de Maio de 1778. Voltaire é de origem nobre, sua mãe faleceu quando ele tinha seis anos e o deixou com o pai e o irmão, membros de uma seita e de fanáticos religiosos. Voltaire renega a paternidade e fica traumatizado com todas as religiões, e por esse motivo tem inúmeras obras de ataque às igrejas, principalmente a católica. E mesmo com tantos traumas, isso não o faz ateu, como há muitas fontes por aí! Voltaire é Deísta, algo semelhante ao agnosticismo, ou seja, é uma religião não dogmática, mas, que não nega a existência de Deus, sendo que a interpretação desse Deus varia de cada autor e vocês podem comprovar isso com alguns trechos tirados de suas obras:
 "La raison humaine est si peu capable de démontrer par elle-même l’immortalité de l’âme, que la Religion est obligée de nous la révéler. Le bien commun de tous les hommes demande qu’on croie l’âme immortelle, la foi nous l’ordonne"
"Adorons Dieu sans vouloir percer dans l’obscurité de ses mystères." 
Inclusive em uma de suas obras ele fala sobre o grande arquiteto do universo e de uma matemática que controla a natureza, veja alguns trechos abaixo:
"Mathematique générale qui dirige toute la nature, et qui ope`re toutes les productions".
"L'univers m'embarrasse, et je ne puis songer Que cette horloge existe et n'ait pas d'horloger."
Nesse outro trecho vocês podem ver claramente fortes críticas a determinados comportamentos da religião Quacker, o que ele combatia de fato era o fanatismo:
"Je fis encore quelques mauvais compliments, parce qu'on ne se défait pas de ses habitudes tout d'un coup; et, après un repas sain et frugal, qui commença et qui finit par une prière à Dieu, je me mis à interroger mon homme. Je débutai par la question que de bons catholiques ont faite plus d'une fois aux huguenots : « Mon cher Monsieur, lui dis−je, êtes− vous baptisé ? − Non, me répondit le quaker, et mes confrères ne le sont point. − Comment, morbleu, repris−je, vous n'êtes donc pas chrétiens ? − Mon fils, repartit−il d'un ton doux, ne jure point ; nous sommes chrétiens et tâchons d'être bons chrétiens, mais nous ne pensons pas que le christianisme consiste à jeter de l'eau froide sur la tête, avec un peu de sel."

(E a quem interessar o assunto às referências das obras citadas acima estará no final da postagem.)

Voltaire desde criança revelou seus dons literários, recebendo da cortesã Ninon de Lenclos uma herança de 2000 francos para que fossem gastos com livros. E com essa doação permitiu-se a compra de uma grande biblioteca, somados ao ensino do professor cético, livre-pensador e quase libertino contratado pela família formou-se Voltaire. Teve ainda uma formação Jesuíta no colégio Louis-Le-Grand onde aprendeu Latim, Grego e a arte de argumentar.
Voltaire é formado em Direito, por vontade do pai, mas mesmo sendo um aluno dedicado preferia ser escritor a cursar Direito, e  mesmo na época a profissão de escritor marginalizada e dita como uma profissão de vagabundos e inúteis, o não influenciou nas suas riquíssimas obras em quase todos os gêneros literários: peças de teatro, poemas, ensaios, obras científicas e históricas e no conjunto de mais de 20.000 cartas e 2.000 livros.
As fortes críticas ao clero e aos reis da época levou Voltaire duas vezes para prisão e para fugir de uma terceira refugiou-se para Inglaterra e lá ele se apaixonou pelas ideias de John Lock, Thomas Hobbes e Isaac Newton que desprezavam o sobrenatural, talvez sejam por isso os boatos sobre o fato de Voltaire ser ateu, acontece que mesmo cético, chegando a se curar de uma varíola sem usar a medicina da época, e ter tido muita inspiração inglesa durante seu exílio, Voltaire divergia em alguns pontos que eu já apresentei anteriormente.
O pseudônimo Voltaire  surgiu na primeira vez em que foi preso, na qual não tem origem conhecida, e nessa mesma época também nasceu uma obra de grande sucesso conhecida como Édipo. Fez um bom dinheiro como teatrólogo e transações de sucesso (inclusive no tráfico de mão de obra escrava) e ainda contava com a sorte fazendo riqueza até em um jogo de loteria. Era um excelente capitalista. Um grande frequentador de bares e festas da época. Boêmio, assim como grandes escritores. Teve a seu favor viver em um período de muitas mudanças na história: Guerra de Secessão, a bastilha, o liberalismo, grandes pensadores que contribuíram para a ciência que conhecemos hoje. Discordou de Rousseau, e já no fim de sua vida reconheceu a existência de Deus deixando as seguintes palavras: "Morro adorando a Deus, amando meus amigos, não odiando meus inimigos e detestando a superstição". Sem dúvidas um excelente escritor.
Na sua vida amorosa, Voltaire teve duas grandes paixões Pimpette filha de refugiados, durou pouco e deu origem a algumas de suas reflexões. A marquesa de Châtelet, ex-esposa de um amigo de Voltaire, uma francesa dedicada à matemática, física e outras ciências e foi quem durante muitos anos ajudou o mesmo a abrir um novo capitulo de sua vida, com as obras: Zadig, Micromegas, O ingênuo.  

Filme

Há um filme de 1933 que conta a história de Voltaire, quem interessar ver a sinopse do filme basta acessar o link: Internet Movie Database.
Eu adoraria que os cineastas fizessem outro filme biográfico, quem sabe?

Trechos de obras:

Prière à Dieu
      Ce n’est donc plus aux hommes que je m’adresse ; c’est à toi, Dieu de tous les êtres, de tous les mondes et de tous les temps : s’il est permis à de faibles créatures perdues dans l’immensité, et imperceptibles au reste de l’univers, d’oser te demander quelque chose, à toi qui a tout donné, à toi dont les décrets sont immuables comme éternels, daigne regarder en pitié les erreurs attachées à notre nature ; que ces erreurs ne fassent point nos calamités. Tu ne nous as point donné un cœur pour nous haïr, et des mains pour nous égorger ; fais que nous nous aidions mutuellement à supporter le fardeau d’une vie pénible et passagère ; que les petites différences entre les vêtements qui couvrent nos débiles corps, entre tous nos langages insuffisants, entre tous nos usages ridicules, entre toutes nos lois imparfaites, entre toutes nos opinions insensées, entre toutes nos conditions si disproportionnées à nos yeux, et si égales devant toi ; que toutes ces petites nuances qui distinguent les atomes appelés hommes ne soient pas des signaux de haine et de persécution ; que ceux qui allument des cierges en plein midi pour te célébrer supporte ceux qui se contentent de la lumière de ton soleil ; que ceux qui couvrent leur robe d’une toile blanche pour dire qu’il faut t’aimer ne détestent pas ceux qui disent la même chose sous un manteau de laine noire ; qu’il soit égal de t’adorer dans un jargon formé d’une ancienne langue, ou dans un jargon plus nouveau ; que ceux dont l’habit est teint en rouge ou en violet, qui dominent sur une petite parcelle d’un petit tas de boue de ce monde, et qui possèdent quelques fragments arrondis d’un certain métal, jouissent sans orgueil de ce qu’ils appellent grandeur et richesse, et que les autres les voient sans envie : car tu sais qu’il n’y a dans ces vanités ni envier, ni de quoi s’enorgueillir.
      Puissent tous les hommes se souvenir qu’ils sont frères ! Qu’ils aient en horreur la tyrannie exercée sur les âmes, comme ils ont en exécration le brigandage qui ravit par la force le fruit du travail et de l’industrie paisible ! Si les fléaux de la guerre sont inévitables, ne nous haïssons pas, ne nous déchirons pas les uns les autres dans le sein de la paix, et employons l’instant de notre existence à bénir également en mille langages divers, depuis Siam jusqu'à la Californie, ta bonté qui nous a donné cet instant. 

Voltaire, Traité sur la tolérance, Chapitre XXIII

Histoire de Cunégonde.

"J'étais dans mon lit et je dormais profondément, quand il plut au ciel d'envoyer les Bulgares dans notre beau château de Thunder-ten-tronckh ; ils égorgèrent mon père et mon frère, et coupèrent ma mère par morceaux. Un grand Bulgare, haut de six pieds, voyant qu'à ce spectacle j'avais perdu connaissance, se mit à me violer ; cela me fit revenir, je repris mes sens, je criai, je me débattis, je mordis, j'égratignai, je voulais arracher les yeux à ce grand Bulgare, ne sachant pas que tout ce qui arrivait dans le château de mon père était une chose d'usage : le brutal me donna un coup de couteau dans le flanc gauche dont je porte encore la marque. — Hélas ! j'espère bien la voir, dit le naïf Candide. — Vous la verrez, dit Cunégonde ; mais continuons. — Continuez, " dit Candide.

Candide, ou l’Optimisme
  
De l’horrible danger de la lecture


Il est à craindre que, parmi les livres apportés d’Occident, il ne s’en trouve quelques-uns sur l’agriculture et sur les moyens de perfectionner les arts mécaniques, lesquels ouvrages pourraient à la longue, ce qu’à Dieu ne plaise, réveiller le génie de nos cultivateurs et de nos manufacturiers, exciter leur industrie, augmenter leurs richesses, et leur inspirer un jour quelque élévation d’âme, quelque amour du bien public, sentiments absolument opposés à la saine doctrine.
Il arriverait à la fin que nous aurions des livres d’histoire dégagés du merveilleux qui entretient la nation dans une heureuse stupidité. On aurait dans ces livres l’imprudence de rendre justice aux bonnes et aux mauvaises actions, et de recommander l’équité et l’amour de la patrie, ce qui est visiblement contraire aux droits de notre place.



 Vídeo

Abaixo um vídeo, em francês, que conta a história de Voltaire.

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Referências

1. Cartas filosóficas, Voltaire. 
2.  Cândido ou otimismo, Voltaire. Matin Claret.
5.  Voltaire et sa pensée - David Zbíral 
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